Ao mesmo tempo que o movimento de body positivity se espalha e reflete substis mudanças na forma como olhamos para os corpos das mulheres (muito subtis! 😛 ), infelizmente ainda há casos em que a cultura da magreza é incentivada, e muitas vezes recorrendo a práticas que afetam a saúde muito negativamente!
Hoje apresentamos um caso em que foi exigido à miss Islândia, de 20 anos e já de si muito magra e alegadamente com o “corpo perfeito”, que emagrecesse ainda mais para poder continuar na indústria da moda.


Mas não foi pedido à miss apenas que emagrecesse. A modelo alega que a terão mesmo aconselhado a “não comer durante uma semana” – pois se fosse mais magra, “gostariam mais dela assim”.
A modelo, então, respondeu deixando uma mensagem no Instagram:
Sou uma mulher muito forte, mas, por vezes, a nossa força não é suficiente. A equipa do Miss International disse-me que tinha que perder peso para as finais porque tenho demasiada gordura nos ombros e estou demasiado larga. Disseram-me que se perdesse peso gostariam mais de mim. Por isso, decidi abandonar o concurso. (…) Quatro dias antes do concurso, disseram-me que estou demasiado gorda para vocês. Na realidade, se alguém me diz que estou gorda, então não me merece. E foi por essa razão que deixei o concurso. O concurso Miss Grand International não merece a minha cara, nem o meu corpo, nem a minha personalidade, nem o meu coração. Espero que a organização abra os olhos porque estamos no ano de 2016 e, se se vai celebrar um concurso de beleza internacional, é preciso ser capaz de ver a beleza internacional. Para o meu país, eu tenho uma forma física perfeita. E é disso que eu me vou lembrar. E ninguém me vai dizer o contrário.”
Queremos deixar claro que não temos nada contra mulheres magras nem somos a favor da obesidade. Somos, isso sim, contra esta ideia tão culturalmente implementada, de que para se ser bela, tem de se ser magra! E pior, é a magreza induzida por métodos nada saudáveis!